Matem-me e amarrem-me. Prendam-me em selas sombrias onde não jamais possa sentir o calor humano, o cheiro de podridão que emana dos corpos que se movimentam com a força de um pensamento lógico, que nunca o é: apenas um puro acto reflexo de uma chicotada dos estereótipos, dos preconceitos, do conformismo.
Odeio esta vida que não me pertence e este corpo que não condiz com a minha alma. Estou farta desta existência medíocre, presa nesta condição de servir o outro, de fazer o que esperam de mim, de me acobardar dentro destas quatro paredes, do corte das minhas asas, de morrer, simplesmente, quando tudo estiver acabado e eu nem sei o que tenho para acabar.
É tão triste esta condição que nos é imposta quando nascemos e eu não me lembro de a ter aceite, de ter assinado algum papel, alguma espécie de contrato em que concordava admitir o meu destino fosse ele o que fosse, ou outra coisa qualquer, se é que ele existe. Aliás nem me lembro de ter pedido para nascer, oxalá nunca tivessem inventado este acidente: Eu.
As horas passam, os dias, as semanas, os meses, os anos, os séculos, os milénios e eu continuo presa a este chão, nesta terra, nesta companhia que não parte, neste amor que me preenche sem eu o aceitar, que me faz ajoelhar perante o seu poder soberano que eu repudio, que me faz querer cuspir-lhe na cara e seguir este acto com o soletrar de um grande O – D – E – I – O – T – E.
Porquê que me fazes sentir tua serva, ao ouvir e calar, ao acatar ordens e ser a principal responsável por elas, por me rebaixar e ser humilhada, por te beijar e sentir o calor esse perfume manipulador? Tens a capacidade de me manipular, de mexer cada nervo do meu cérebro, de agitar cada hormona do meu corpo, de acender esta fogueira de descontrolo que há em mim! Que raiva, que dor, que vontade de te bater, de me bater.
Odeio esta vida madrasta em que eu sou a escrava, este amor que me faz prisioneira, que me faz abandonar novos horizontes, viagens e desistir de todo o encanto que há lá fora. Odeio ser fraca e não há outra palavra que melhor possa definir-me. Odeio-me.
Odeio-me porque te amo, odeio-me porque amei demasiadas vezes sem ser amada, odeio-me porque existe o amor, odeio-me por ter sentimentos, odeio-me por ter coração, odeio-me por me ter conhecido.
A decepção deste sentimento tão prejudicial à nossa sanidade e equilíbrio mental rompe-me as células do organismo, quebra o meu reflexo no espelho e este olhar esguio de pupilas dilatadas de raiva, preso em memórias e perdido no tempo fica divagando pelo ar abafado do suor do cansaço, olhar este de robot comandado pelo controlo remoto do capricho de quem tem o nosso coração na mão.
Ai se eu pudesse... Voava por ai e matava quem inventou isto do amor. Fazia-o pagar por toda a tortura que infringe às pobres e solitárias almas perdidas que precisam de se entregar sempre a alguém, a uns belos braços e trabalhados, e o pior é quando esse alguém não nos merece.
Ao menos aí no vasto céu, alguém me toque com o dom de fazer algo fantástico, que dê brilho aos meus dias e já agora que me desenhem de novo, me esculpam em pedras de Jah, usem a picareta de Miguel Ângelo. Ao menos que eu use este sofrimento que é o amor para mostrar aos outros a tortura que é escutar as palavras docilusórias de uma boca faminta.
Quem me dera fazer dos meus erros e do meu amor um soneto.
Quando lerem isto, espero já estar morta.
Não podemos desfazer algo que já aconteceu; não podemos retirar uma palavra que já foi dita em voz alta. Pensarão em mim e desejarão ter sido capazes de me convencer a não fazer isto. Tentarão descobrir o que deveriam ter dito, o que deveriam ter feito. Suponho que deveria dizer-vos, "Não se recriminem; a culpa não é vossa", mas isso seria mentira. Todos sabemos que não cheguei até aqui sozinha.
Chorarão, no meu funeral. Dirão que isto não tinha de ser assim. Comportar-se-ão como toda a gente espera que se comportem. Mas será que sentirão a minha falta?
E mais importante - será que eu sentirei a vossa?
Será que algum de nós deseja verdadeiramente ouvir a resposta a esta pergunta?
Ninguém quer admitir isto, mas vão continuar a acontecer coisas más. Talvez seja por tudo estar encadeado, e há muito tempo alguém ter feito a primeira maldade, e isso ter levado outra pessoa a fazer outra maldade, e assim sucessivamente. Sabem, como aquele jogo em que segredamos uma frase ao ouvido de alguém e essa pessoa segreda-a ao ouvido de outra, e no fim sai tudo errado.
Mas por outro lado, talvez aconteçam coisas más por ser a única maneira de nos recordarmos de como é o bem...
"E,
Depois de todas as voltas, tropeços e curto-circuitos,
Depois de todos os adeus, nãos e estalar do verniz,
Depois de todas as selvajarias desumanas e de todas as chuvas,
Como agradecer à vida esta concórdia unificadora que me chega em jeito de bonança?
E,
Apesar de ensejos pouco lúcidos quiçá ilícitos,
Apesar do ranger dos dentes por onde se me escapuliam pragas,
Apesar da fraqueza, frouxidão tal que me descuidava
Como esclarecer a querença de viver, de ser feliz que se me agiganta?
E,
Como nasceu a crença de que existe quem valha a pena?
De onde brotou a fé que apeio em quem se assoma no espelho?
Que mãos são estas, que me impregnam amizade na eternidade?
E este corpo que quero tornar minha residência, minha cama, de onde vem?
E… e não.
Estampilho assim este momento,
Selo assim esta espécie de pacificação que me aglomera
Carimbo-me desta lhaneza nada elitista, de infinda simplicidade
E entrego-me cabalmente à (feiticeira) imperfeição da vida. "
[Tirei do fotolog /nyyzi... Porque é simplesmente o que todos queremos dizer e não conseguimos exprimir.]
Meus pés não tocam mais o chão
Meus olhos não vêem a minha direcção
Da minha boca saem coisas sem sentido
Você era meu farol e hoje estou perdido
O sofrimento vem à noite sem pudor
Somente o sono ameniza a minha dor
Mas e depois? E quando o dia clarear?
Quero viver do teu sorriso, teu olhar
Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar
Perdi o jogo, e tive que te ver partir
E a minha alma, sem motivo pra existir
Já não suporto esse vazio quero me entregar
Ter você pra nunca mais nos separar
Você é o encaixe perfeito do meu coração
O teu sorriso é chama da minha paixão
Mas é fria a madrugada sem você aqui,
Só com você no pensamento
Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito, é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz
Meu ar, meu chão é você
Mesmo quando fecho os olhos:
Posso te ver
Eu corro pro mar pra não lembrar você
E o vento me traz o que eu quero esquecer
Entre os soluços do meu choro eu tento te explicar
Nos teus braços é o meu lugar
Contemplando as estrelas, minha solidão
Aperta forte o peito é mais que uma emoção
Esqueci do meu orgulho pra você voltar
Permaneço sem amor, sem luz, sem ar
Meg:
E se o meu par, for ele mesmo?
E se isso for realidade?
Homem nenhum, creio que vale
Desassossego a pagar tarde.
Musas:
Onde estás escondida?
Ele é o céu e deves vê-lo
Não percas mais tempo
Anda, tu consegues tê-lo
Estás a pensar nele
Só quem não quer ver
É que não vai saber!
Meg:
Oh Oh Oh
Não sei, não é
Eu nem sei se é amor!
Musas:
É sim! Tu sabes
Anda lá, uhoh oh
Meg:
É tão cliché
Eu nem sei se é amor
E o coração já não aprende
E vê só quem é a estátua
Mas o que sente é tão ímpar
Que não me deixa de causar mágoa
Oh oh
Musas:
Tu não vais escondê-lo
Porque finges, porque mentes?
Tu vais percebê-lo
Quem tu és e como sentes
Fecha, agora aprende
Que o teu coração
Também quer, quer, quer amor!
Meg:
Oh oh
Não sei, não é
Eu nem sei se é amor
Musas:
Tens de saber
Aprender a amar
Meg:
Esqueci, lembrei
Eu nem sei se é amor
Musas:
E então, nós vemos
E dizemos, anda lá!
Meg:
Eu nem olhei, eu nem seiiii
Musas:
Onde o coração estará
Meg:
Chegou, estranhei
Eu nem seiiei
Musas:
Deixa-o bater
Tudo ok!
É amor.
Meg:
Oh oh oh
Olhei, estranhei
Eu nem sei se é amor…
Eu tenho tudo aquilo que quero. Eu sou uma rainha com muito ouro e tesouros infindáveis. Eu tenho doze palácios e trinta e um castelos, dezenas de carruagens repletas de cavalos alados, guiados por senhores muito bem vestidos com roupas cheias de jóias e fios de prata. Eu sou muito decidida e corajosa, não tenho medo de ninguém e já lutei com monstros de florestas negras e, de todas as guerras travadas, não perdi uma só. Eu possuo o dom de tornar bonito tudo aquilo que é feio, e eu própria sou a mais bela que algum dia, qualquer pessoa neste Mundo, poderá contemplar. Eu sou inteligente e engraçada, sou arisca e espevitada, consigo adivinhar o pensamento de qualquer pessoa e nunca me recusei a nada. Eu tenho mil e um amores importantes, trezentos mil amores passageiros e um único amor eterno que é, para além do da minha mãe, e assim já são dois, o do meu namorado. Eu tenho um namorado muito engraçado, moreno, de olhos verdes de encantar, que me ama e me promete amor eterno, é o meu rei e vive aqui mesmo ao lado; ele tem uma pila muito grande, que me faz suar muito, tem a língua mais atrevida que alguma vez pude experimentar e a saliva mais deliciosa de todas. Eu tenho um pai muito meu amigo e que, desde pequenina, me pega ao colo e nunca se cansa, fala comigo sempre que não vê um sorriso de cinco em cinco segundos, e sempre me aconselhou sem nunca se enganar em nada do que dizia, com muita astúcia e perspicácia. Eu tenho irmãs gémeas. Eu tenho um irmão que é um dragão e voa comigo de um lado para o outro, me leva em dez segundos até ao mar, para ver as ondas e molhar os pés no sal, apesar de só haver um pequeno rio no meu reino. Eu tenho a biblioteca maior do Universo, com todos livros possíveis e imagináveis. Eu sou tão amiga e solidária que ajudo toda a gente, até os pobres, que passam a ser ricos com o apoio da minha bondade. Eu sou curandeira e sou uma médica realizada do século XXI. Eu sou uma bruxa e sou cantora, sou actriz e sou atleta, eu sou obesa e anoréctica. Eu sou tudo aquilo que quero, e tudo aquilo que me apetece, porque tudo na minha vida é tão fácil, mais fácil ainda que piscar os olhos quando o vento vem forte.
Eu sou mentirosa e a minha vida é uma mentira. Eu minto porque é mais fácil dizer coisas descabidas que admitir a verdade. Eu sou uma pessoa normal, que de tão normal que sou deixo de ter piada, a piada que nunca tive. Sou medrosa e amedrontada, e até o simples escurecer da noite me faz tremer. Eu tenho um irmão e uma irmã, que sempre foram e serão melhores que eu. Eu não sei nada de nada e tenho meia dúzia de livros estúpidos na estante do meu pequeno quarto. Eu não possuo nenhum reino, nem palácios de princesas como dizem os contos, muito menos coches com cavalos brancos e bem tratados. Eu não tenho um pai que fale comigo em momento algum, muito menos que pegue em mim ao colo, e ele é quase tão burro e idiota como eu. Eu não consigo fazer nada e nunca alcanço os meus sonhos, porque é tudo tão complicado de pensar, quanto mais tocar e viver neles. Sou desengraçada, gorda e feia, porque nunca consegui ser tudo aquilo em que sempre desejei tornar-me, nunca me cuidei como devia, nem nunca gostei de médicos de batas brancas que são muito nossos amigos. Eu sou uma simples estudante sem apetite para nada, sem vontade de lutar contra um mendigo, muito menos com alguém cinco centímetros maior que eu. Eu tenho os bolsos vazios e o meu porquinho-mealheiro com cinco cêntimos, acabo sempre por pedir esmolas nos parques de estacionamento. Eu sou oca e tão frustrada que, por não conseguir ajudar-me a mim própria, não consigo pensar em mais ninguém. Eu não tenho namorado, nem nunca tive um que vivesse ao meu lado, todos prometem amor eterno, mas nenhum fora tão otário a ponto de ficar até hoje. Eu não tenho nada de nada, eu não sou nada de nada, porque é tudo tão difícil, como levantar vinte e quatro milhões de navios encaixados nas rochas do mar, com a força dos meus braços.
“Mais vale uma alegre mentira, do que uma triste verdade.” - Cobardia, também sou.
Quero ser modelo, quero ser cantora, quero ser astronauta, não quero nada disso, sei que sou bonita, quero escrever canções, isso é verdade, quero escrever canções ou se calhar não, se calhar já chegam todas as canções que há. Quero que me amem e que me matem, quero que me sigam e quero que me arrastem, escrevi uma canção sobre um homem que não conseguia pegar em nada com as mãos. Estava perto de tudo mas não conseguia pegar
Disse a todos que a minha mãe era uma estrela de cinema e que tinha doze irmãos e que no dia dos meus anos o meu pai me oferecera um cavalo e também que tinha um namorado, um namorado que não tenho, e que ele me amava muito e que tinha uma pila muito comprida que me chegava à garganta, e um avião e uma estrela e um caminho que só eu conhecia, e os olhos verdes, e o cabelo preto como a tua pistola.
Está tudo aqui. Não vou para lado nenhum sem as minhas mentiras.
Houve um dia que sai de casa apressada, não para ir trabalhar, nem para ir para a escola, nem para coisa nenhuma, simplesmente sai com pressa. Ainda era muito cedo para que o dia tivesse começado, tinha quase a certeza que a maior parte das pessoas àquela hora ainda se encontrariam a dormir, aconchegadas nos cobertores da sua cama, com uma companhia ao seu lado: no caso dos homens as suas mulheres, no caso das crianças um peluche, uma boneca ou até mesmo outra almofada.
Não sei o que me deu, mas naquele dia estava inquieta, não tinha conseguido dormir, nem tomar um pequeno-almoço em condições como a minha mãe sempre aconselhou, a única coisa que fiz foi desistir de estar às voltas na cama, à espera que o sono chegasse até mim e, assim que percebi que não adiantava de nada estar à espera que o sono se apoderasse do meu corpo cansado, fui tomar banho. Fiquei lá uma boa meia hora, o que era estranho já que estava com tanta pressa. Senti a água quente a cair-me sobre a pele, gota a gota, e o meu corpo ganhava um novo tom: um encarnado com um pouco de rosa à mistura. Só sai da banheira relaxante quando dei por mim a ficar enrugada, como um recém-nascido acabado de nascer.
Penteei o cabelo, apesar de ser uma tarefa quase impossível devido à quantidade enorme de “caracóis” entrelaçados um nos outros (sempre detestei este cabelo), de seguida, escovei os dentes e pus um creme fresco no rosto, que bem que cheirava: frutas, primavera. Vesti uma roupa sem sequer olhar para a escolher: nem combinação de cores, nem feitios, nem nada… afinal, estava com pressa.
Quando atravessei a porta de casa em direcção à rua levava umas calças de ganga justas, umas sandálias de salto raso (nunca gostei de saltos altos, são completamente desconfortáveis que idiotice…para quê que inventaram aquilo!), uma túnica bege que eu tanto adorava, com tulipas laranjas e roxas e uma mala preta, a que tinha usado no dia anterior. Olhei para o céu, que ainda pairava sobre mim no seu azul-escuro, e reparei que os raios de Sol começavam a espreitar por trás de uma nuvem, além perto da praia.
Olhei para o relógio e comecei a correr, o autocarro estava quase a passar e eu estava com pressa, tinha de ir rápido, não podia esperar nem mais um minuto.
Quando já me encontrava dentro dele é que me apercebi que não sabia para onde estava ir, com tanta pressa esqueci-me de olhar para o letreiro, mas não me importei, estava com pressa não sei para quê, e talvez fosse para ir àquele sitio que eu não sabia onde era, nem para onde me dirigia.
Sai na última paragem da rodada do autocarro: era a praia! Fui até à praia! Que bom, o Sol já estava mais visível e o tempo começava a aquecer. Estava um lindo começo de manhã de Verão. Dirigi-me à gelataria mais próxima e comprei um gelado, daqueles que mais gosto, com três bolas: uma de “after-eight”, outra de morango e outra de caramelo…divinal.
No momento seguinte caminhava pela praia, com as sandálias numa mão e o gelado, quase a terminar, na outra. Era estranho. Porquê que eu estaria ali? Tanta pressa para ir passear para a praia?
Sentei-me perto de uma rocha, junto à água que me molhava os pés. Encostei-me e fechei os olhos a pensar em tudo, ou
De repente, ouvi um barulho estranho: era um helicóptero muito perto dali, julgando pela intensidade do som, que parecia aumentar de segundo a segundo. Após breves instantes ouvi um estrondo enorme, eu e muita gente que se encontrava nas redondezas, nos bares daquela praia que começavam a abrir e até pelos surfistas que tinham madrugado nessa manhã.
Não sei como aconteceu mas o helicóptero despenhou-se, parece que houve uma avaria qualquer e caiu mesmo em cima de mim.
Também não sei porque tinha logo que ficar sem sono naquela noite e ter que me ter levantado tão cedo naquela manhã, não sei porque me deu para apanhar aquele autocarro que me levava até ao local da minha morte sem ser obrigada, também não sei porque decidi ficar sentada, de olhos fechados, perto daquela rocha.
Realmente, há uma série de respostas que, todos os dias, ninguém consegue fornecer, não só acerca de mim e da minha morte, como também, acerca de todas as outras pessoas que estão submetidas à ironia do destino.
Naquele dia estava com tanta pressa, corri e tudo, só para apanhar a morte às sete da manhã: estava com pressa para morrer… Logo eu que andava tão feliz, estranho.
Foi numa noite, não sei qual, mas foi uma em que estava escuro, muito escuro. Havia apenas uma vela a arder já quase no fim, poisada no canto de uma mesa à esquerda da cama. O bicho sentiu-se embalado na navegação espiritual do vaivém dos corpos nus: estava quente, acarinhado, atendido por todo o afecto e atracção existente naqueles lençóis enrolados. Decidiu crescer, cresceu cada vez mais: ganhou pernas, depois braços, o seu rosto definiu-se, a sua personalidade desenvolveu-se, cresceu-lhe cabelos e até os pêlos de todo o seu corpo se arrepiaram à medida que cada suspiro era arrancado daquelas bocas secas.
Os gritos eram soltos de duas gargantas sangrentas, famintas por mais e mais.
O bicho insaciado não parava de crescer, o seu tamanho era gigantesco.
O Amor cresceu.
As coisas pequenas, tornam-se coisas grandes, quando menos esperamos!
Apesar de a vida ser um mar de dúvidas e de, infelizmente, todas as pessoas serem obrigadas a nadar nestas águas turbulentas, há uma pequena certeza que todas as criaturas racionais possuem, que sabe tão bem como, ao mesmo tempo, nos dá sensação de azia: as coisas mudam.
É uma verdade tão pesada que dói tanto como uma mentira, isto porque ao tomarmos consciência deste facto, apesar de já o sabermos há muito, é o facto de reflectirmos sobre ele, de o ponderarmos, de o aceitarmos como uma verdade, que nos causa dor, uma dor que nos faz preferir que esta vida confusa, cheia de loucura, nos esteja enganar. Nunca desejamos tanto estar a ser atraiçoados, até cegos para não vermos esta realidade que nos cai no estômago como um saco de pedras de uma tonelada.
Incertezas assombram a mente de qualquer ser humano. O não poder controlar a nossa vida, o facto de as coisas mudarem de uma hora para a outra, tornam-nos a todos imperfeitos, incapazes de dar um passo em frente sem ter medo, fracos por recear cair, temer escolher o que é “errado” em vez de o que é “certo”. É uma verdade profundamente triste.
Somos tão pequenos comparados com a dimensão dos vários percursos da vida: parecemos crias acabadas de nascer, num pequeno berço, contemplando o céu no seu azul ingénuo, indefesas sem nada poder fazer, sem conseguir agir, sem conseguir prever nada. Acontece e pronto: ficamos à espera que a fera ataque sem poder correr, sem que os nossos músculos se movam um centímetro que seja. Não dá para contornar a situação, pois se as coisas têm de mudar, mudam e pronto, só isso. As lamentações não nos valem de nada, não nos adianta ir à missa todos os dia à espera que algum tipo de Deus tenha piedade de nós, porque depositar a confiança em Alguém, que julgamos estar acima de nós, só aumenta mais a quantidade de desilusões ao perceber que não há ninguém, que Ele não existe, e que as coisas acontecem e mudam sem ter uma ordem lógica, sem haver conformidade entre as nossas preces e vontades e o comportamento dos outros: acontece e pronto. Não vale a pena chorar, pedir ou implorar aos céus ou antepassados, pois como a voz do povo costuma dizer: “O que tiver de ser será!”. Custa sermos tão comandados, custa sermos umas marionetas do destino, mas é isso que somos e nada mais.
A inteligência de que somos dotados, esta loucura que nos diferencia de todos os outros animais não modifica nada, não nos fornece segurança, nem garante que um dia não perderemos tudo o que temos de um momento para outro: a sanidade, o amor, a saúde, o dinheiro, a felicidade, as prioridades, as pessoas, ou qualquer tipo de bem material existente.
Basicamente, um dia temos tudo e no outro temos nada. Que dura realidade da qual fomos incumbidos, mas é assim. Nada podemos controlar e mais vale nem sonhar muito, porque quanto mais idealizamos maior é o desgosto por vermos os nossos sonhos destroçados, porque de um momento para o outro, a vida muda de rumo e tudo o que se conseguiu perde-se naquele preciso momento e, por conseguinte, tudo o que se imaginou para um futuro próximo também.
Portanto, a única conclusão que se pode retirar desta história sem fim, por este nunca estar pré-definido, pelo menos no nosso conhecimento é: só é feliz quem vive satisfeito com o que tem sem aspirar mais. E aqui está uma boa e reconfortante verdade, e talvez uma pequena solução para os nossos problemas: não pensar, não sonhar.
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Agora, depois, quando ficar, quando for, quando chover, quando fizer Sol, aqui, lá, em todo o lugar, quando estiveres ao meu lado, quando disseres adeus, o dia todo, todos os dias, nos meus sonhos, nos momentos felizes, nos momentos tristes, nos momentos difíceis, ao sorrir, ao chorar, de segunda a sexta-feira, aos fins-de-semana também, intensamente, de um jeito diferente, simples, complicado, nas melhores e piores fases, quando estou contigo, quando não estou, no Verão, no Inverno, no Céu, no Inferno, quando tudo mudar, hoje, amanhã e sempre…
Adoro-te.
Não há nada mais triste do que me ter deixado voar num avião sem asas. Como é possível ter aceite tal martírio de olhos fechados? Sem perguntar se era possível uma única vez? Sem nunca ter duvidado de tal habilidade?
Afinal, não foi necessário questionar-me sobre isso. A resposta, por vezes, tarda mas chega sempre. Se bem que desta vez só demorou um mês e qualquer coisa como cinco dias de imbecilidade. Tal como é óbvio, já se sabe que cai. A queda foi bem grande, até.
Olhamos para uma cara, assimilamos o seu olhar e interpretamos o seu sorriso: o mesmo ritual de sempre, não há dúvidas. O pior é depois. A expressão corporal relata as emoções, constituídas por sentimentos. Desses nem vale a pena falar. São a pior coisa que existe. São sonhos, ou melhor ainda, quer dizer, pior ainda, pesadelos. Puras ilusões aos mais fracos, aos que se deixam cegar, aos que voam sem ter um avião com asas, e pior ainda, que nem se questionam se funcionam.
Pergunto-me, ainda, se alguma vez verifiquei sequer se havia combustível? Também não. Chego a duvidar, também, que tenha descolado um dia que fosse, ou apenas umas horas. Não, não levantei voo, foram alucinações, e não passam de mentiras. Foi tudo um jogo mental, da parte dele, que envolvia, sobretudo, o meu coração e os meus sentimentos guardados dentro dele, já para não falar do meu corpo comparado, possivelmente, a um pequeno troféu para colocar na estante.
Que triste. Que inconsciente. Agora encontro-me neste vaivém de lágrimas, sem nada a perder, porque nunca ganhei nada. Nem nunca vou ganhar. Já desisti, baixei os braços definitivamente. Não vale a pena escrever uma peça de teatro se não temos actores para a representar. Não é assim? Vivemos num palco sim, mas sem nada premeditado. Um palco de loucos e não de actores.
A culpa não é de ninguém, senão minha. Quem disse que os processos emotivos pertenciam ao órgão que comanda o sistema circulatório? Ninguém me mandou deixar-me levar, ser burra e cega. Voei sem ter a certeza de que não iria haver avarias. Basicamente, tornei-me uma terrorista, com uma bomba à cinta, mas não matei ninguém, só eu me feri.
No entanto, também ninguém me tinha avisado que já não se podia confiar nas pessoas, ninguém me avisou que se podia cair num buraco mesmo estando a olhar para ele. Será que estava à espera que aparecesse uma espécie de tampa para me salvar?
Que desvairo meu. Que estúpida que sou.
Já há muito tempo, a sequência destes mesmo actos, ou seja, todos estes erros já foram cometidos mais que uma vez, levaram-me a concluir que penso demais. Mas, agora, cheguei à conclusão que o meu erro é sentir demais. Que pena.
Eu só queria ver de que material era feito o teu amor por mim. Precisava de escangalhar o teu coração para o fazer encaixar no meu. E agora tenho que o desencaixar outra vez para sair deste limbo, deste buraco sombrio e frio. Mas não sei como. Sem o teu coração não consigo amar – não me abandones outra vez (porque me abandonas?). Logo eu, que amava o mundo inteiro, não é? Amar em abstracto é muito mais ágil do que amar em concreto.
Mas és agora apenas uma fotografia ao lado da minha insónia. Uma memória que me fala sobretudo, como todas as memórias, daquilo que não existiu. Nesta fotografia te esqueço. Meticulosamente, de cada vez que me esforço por reter-te e começo a inventar-te. Tudo em ti tem asas, agora – o teu riso, os teus passos, o teu toque e beijo. Até nas poucas frases que de ti recordo há um restolhar de penas. E deslizo para esta solidão demasiado humana de não poder voltar a ser, sozinha, como era quando tu existias, nesta mesma cidade, com as nossas vidas entrelaçadas e partilhadas, e quem me dera já nem sequer pensar em ti.
Infezlimente, acabou. Não porque eu quis, não porque tu, bem lá no fundo, quisesses, mas sim porque teve de acabar. Acabou e está acado. Quem sabe um dia nos encontramos num café de esquina, com pessoas tão apressadas para o seu trabalho a correr de um lado para o outro e, de repente, tropessemos um no outro, quase instantâneamente nos apaixonemos de novo, sem ter noção que eu vou continuar apaixonada por ti... E se fosse só paixão. (?)
Palavras soltas de quem vaguea perdida em memórias que teimam não sair de um lugar especial, chamado coração.
Estou num estado estranho: ora pairando perdida no meio do tempo, angustiante, ou com vontade de fazer palhaçada, de achar que tu isto é um puro engano do destino, que espero que não seja o meu, ou então, que é só uma brincadeira de mau gosto. Estado este, derivado da fermentação alcoólica, e sinceramente nunca fui muito boa a biologia para explicar esta treta, mas sei que a cerveja, (bem dita cerveja), e muitas bebidas alcoólicas são fruto deste processo.
A vida é irónica, é estúpida, é triste, é parva, é tudo uma merda… Tem-se tudo e, de repente, não se tem nada. É-se feliz e, de seguida, somos apenas um corpo deambulante nas trevas da solidão, em que o chão que pisamos tanto é de algodão doce ou de espinhos que nos cortam e magoam nesta caminhada a que chamam “vida”.
Vida de merda.
Às vezes nem dá vontade de viver. Vemos as coisas mais importantes da nossa “vida”, (seja lá o que isso for), escorregarem das nossas mãos por entre os dedos, como grãos de areia que somos incapazes de apanhar por mais que tentemos, no entanto, continuamos com essa esperança todas as noites, (dolorosas e geladas), antes de dormir, depois de tanto choro; todas as manhãs quando suspiramos e pensamos: “mais um dia!”, mais um dia sozinha e, ao mesmo tempo, rodeada de tanta gente (que contraditório). Mais um dia de merda: sem vontade de sorrir, mas mesmo assim fazendo-o, com vontade de chorar e, ao mesmo tempo, esconder as lágrimas; sem vontade de comer, beber, sair de casa, ir para as aulas, estar com as pessoas, olhar-nos ao espelho, nem de dormir, apesar de esta ser a acção mais acertada a fazer quando a cabeça lateja de dor: dor de pensar e não chegar a nenhuma conclusão, dor da tristeza, dor de “sem vontade”, dor de sentir, dor por ter coração, dor de tudo e mais alguma coisa, dor de nada!
Lutar, é o objectivo, para conseguir manter a força, para não desabar e continuar a ter esperança! Para quê? Para tudo voltar a ser o mesmo (?): Promessas e mais promessas! “É para sempre! Prometo!”, onde está o para sempre agora? Nunca foi um “para sempre”, como vem nos contos de fada (as maiores mentiras), acabou, e aqui está a prova de que não há nada que garanta o para sempre, pois pode-se prometer o amanhã, mas o para sempre ninguém tem a certeza.
A vida é difícil. E não, não tem nenhuma piada que assim seja, por muito que alguém se tente convencer disso, é a coisa mais falsa que ouvi até hoje, uma forma de justificar que erramos, que não somos capazes nem suficientes. Somos puras almas perdidas que andam para aí, aos tropeções… Eu pelo menos sou. Vazia. Vazia de nada. Triste. Triste sem nada.
Sou uma qualquer coisa: sinto o meu corpo como que a estalar de desilusão, de tristeza, de mágoa, dói-me tudo desde a ponta dos cabelos, até à ponta dos pés. Não há nada mais deprimente que esperar sem ter esperança, sem saber de nada, sem saber sequer se vale a pena, se vale a pena de triunfar e logo a seguir perder neste jogo a que chamam “A Vida”: vida de merda.
Continuo a andar por aí, a sonhar, com menos frequência, mas continuo. Tenho presente em mim todas as lembranças, momentos e promessas, que espero que se voltem a repetir e a cumprir, apesar de todas as dificuldades.
Custa a respirar no frio, sem calor no corpo, sem companhia, com frieiras e humidade no coração, mas continuo a esperar, sem garantias, sem nada, mas continuo.
Porquê?
Não sei bem, mas ouvi dizer que lhe chamam amor. Que absurdo, quem inventou esta coisa… Enfim.
Mas que assim seja, já que amo, vou amar sempre, até onde puder. Se amo, vou esperar sempre, até onde eu puder.
Que assim seja: o amor, (é assim vida = amor)!
Dói, porque o tempo leva tempo, aliás, até leva muito tempo, e o relógio anda cada vez mais devagar.
...Não estejas. É uma perda de tempo. A vida são dois dias, e um deles gasta-lo com merdas. (Já nem sei onde li isto, mas têm toda a razão).
Estás mal?
Sai de casa, apanha com o vento frio do Outono na cara, senta-te na beira do passeio onde te sintas melhor, e chora, chora, chora, geme de dor, e grita: passado 30 minutos estás optimo e pronto para a vida, de novo.
Sim, afinal é muito melhor gastar 30 minutos de vida com merdas do que um dia (inteiro, 24 horas!), não é?
Respira fundo, abre um sorriso e vê tudo de bom que a vida te proporciona e que, na maior parte das vezes, nem sequer reparas e muito menos valorizas.
Em vez de discutir com as pessoas que amas beija-as e abraça-as, aperta-as com força e sente-as ali.
Afinal: já passou.
Passa sempre.
;)
Amo-te Nuno.
Muito :D
" Segundo ele, no início da criação, os homens e as mulheres não eram como são hoje; havia apenas um ser, baixo, com um corpo e um pescoço, mas a cabeça tinha duas faces, cada uma olhando para uma direcção. Era como se as duas criaturas estivessem presas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, as duas faces opostas estavam sempre vigilantes e não podiam ser atacadas à traição, quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos períodos. E, o que era mais perigoso, a tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisava de ninguém para continuar a produzir-se.
Então, disse Zeus, o supremo senhor do Paraíso: «Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam a sua força.»
E com um raio, cortou a criatura em dois, criando o homem e a mulher. Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam – porque agora tinha de procurar de novo a sua parte perdida, abraçá-la novamente, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar durante longos períodos e aguentar o trabalho cansativo. "
Teoria de Platão
Eu encontrei a minha parte perdida, Tu, demos o abraço e somos felizes:recuperamos a força, equilibrámo-nos e completámo-nos mutuamente.
Amo-te para sempre.
" Tens em ti, um toque de magia que me seduz, que me enfeitiça. Procura em mim, aquilo que já encontrei em ti - a Perfeição."
Obrigada por tudo.
Aguardo ansiosamente muitos mais iguais a este: recheados de amor e carinho e, acima de tudo, Nosso.
Não desde sempre, mas para sempre.
Amo-te minha prioridade (felicidade).
Eu tenho uma estrela, pequena, mas brilhante; pequena, mas está a crescer e vai ser muito, muito grande. Tão grande que um dia o Sol não vai ser nada perto do seu esplendor e beleza, inteligência e imaginação, e todas as suas características que lhe dão um toque especial.
A minha estrela tem ar de menina encantada quando descobre as coisas lindas do Mundo, tem ar de menina a chorar quando descobre que as cores que nos parecem ser vivas, também perdem a cor. Possui um brilho de excitação, curioso nos olhos como os pequeninos que saem do baloiço a correr para ver a formiga caminhar pela parede.
A minha estrela é clara e luminosa, como um malmequer branco, em que cada pétala brilha junto com o reflexo das pequenas gotinhas de água que enfeitam toda ela, quando a luz sofre metamorfose.
É uma flor frágil, inteligentíssima e que, ao mesmo tempo, nada sabe, é inocente e sincera, tem um sorriso de bebé embalado no berço e voz de música de conto de fadas. Tem um encanto enorme e, talvez, seja por isso que vive dentro de uma estufa bem protegida onde só sai de lá para respirar ar puro de longe a longe, mas quando fica contente por receber a bênção da natureza, tem que voltar para a estufa. Pobre flor sem liberdade por ter tanto valor e olfacto para a novidade.
A minha estrela é uma pessoa, uma pessoa não… É uma musa! É a melhor do Mundo e sei que com ela posso sempre contar. Está longe e ao mesmo tempo tão perto, como se fosse o vento que me bate na cara a cada momento.
Todos os dias contemplo-a à distância e, quando as saudades apertam, meto-a no bolso e vou passear com ela, segredando-lhe aqui e acolá as notícias que se ouvem por aí e que a privam de ouvir. Por vezes, também sonho com ela, desejosa por lhe contar a vontade que tenho de nos metermos num avião e irmos até Paris as duas, reencontrar lá mais uma e terminar esta história com um abraço a três.
Eu tenho uma estrela que brilha no céu todas as noites e que vem poisar na beira da minha janela, desejando-me os melhores sonhos e dizer que me ama.
A minha estrela é ela, a minha melhor amiga, a melhor pessoa do Mundo.
Amo-te Afonsa. És a minha estrela.
Olho pela janela e o vidro está embaciado: é a chuva que começou a cair e parece não querer abrandar, sendo o vento, frio, o maior aliado dela. Ainda bem, é bom. Aliás, é óptimo estar assim, observar e contemplar, e não ser ofuscada pela luz do Sol, tão vulgarmente brilhante, que todos os dias se vê, mas não se sente, a não ser o calor, aquele calor que aquece o corpo mas, não a alma.
Gosto de estar deitada na cama, enrolada nos cobertores e sentir que estás ali comigo, e que o calor, aquele calor que esmaga o frio, não é resultado dos aquecedores térmicos, mas sim da tua presença, como se estivesses ali comigo, em frente à lareira, embrulhado nos cobertores como um presente, e ao agarrares o meu corpo esguio nos teus braços fortes, me protegesses de tudo e todos, do frio também.
Tão bom…calor humano, calor teu, calor nosso. Poder imaginar que pouso a minha cabeça no teu peito e sinto o pulsar do coração, cada vez mais rápido, dependendo da proximidade, tocar a tua pele e captar o seu cheiro de doces, mal a confeitaria abre logo pela manhã, a manhã gelada de Inverno, ou de Outono, ou simplesmente do frio, que ainda é do Outono, mas que dentro em breve vai ser do Inverno.
O Inverno cheira a café quente, a leite com chocolate que queima os lábios, a folhas secas no chão, a torradas quentinhas com manteiga, a campos que não verdejam mais, pobres coitados, cheira a amor, ao nosso amor abraçado por entre os cachecóis e luvas, e os narizes que encostam ao beijar, mais um beijar, um beijo daqueles…bonitos, com direito a face corada e a fuminho louco por sair da boca, mal sabe ele que o que vai encontrar cá fora é frio. Mais valia ficar lá dentro no calor, nas entranhas quentes a pulsar de desejo, de…sabe-se lá o quê, nem é bom pensar.
É bom sentir, é bom querer. É bom estar quente, mas não é bom estar quente por estar, é bom estar quente por ter alguém, por ter uma chama dentro de nós, que nos torna moles, com cheiro a sono, a choco, com cheiro a amor e carinho….que cheiro tão bom. Cheira a pecado…a gula, a segredos.
Xiu! Não se diz nada: ou se aquece ou se gela. Afinal, sempre se pode guardar o segredo de acender a vela vermelha dentro de nós e percorrer este Inverno nu; ou, sê inteligente: escreve um cartaz e faz propaganda ao calor do amor e vamos amar e ser amados e beber chocolate quente logo pela manhã.
Xiuu, está calor… Amo-te.
O amor é sempre assim: não se procura, encontra-se.
Os momentos são sempre assim: não se prevêem, vivem-se.
É difícil explicar tudo aquilo que sinto, porque, simplesmente, ou melhor, não simplesmente, (porque o amor é um sentimento demasiado complexo e tem tudo menos de simples), o tudo é demasiado tudo, um tudo bem grande que abrange mil e uma emoções à flor da pele.
É difícil a palavra amor, mas é tão fácil senti-lo, retribuí-lo, saboreá-lo, tocá-lo, e muitos outros verbos que desencadeiam uma sequência de actos da grande peça que é «O Amor».
Tu és o amor, ou melhor, és como ele, pelo menos a personagem principal. Tão único, tão especial, tão maravilhoso, tão fresco, tão complexo, tão trabalhado, tão…perfeito. Comparado a ti, este último adjectivo não tem qualquer importância. Tu és mais que perfeito, parece que foste desenhado e pintado ao pormenor para me servires como uma luva, como se nos encaixássemos um no outro sem espaço para mais.
Impossível de descrever os momentos, tão…puros? Tentativa vã… Eu sei, mas tentei. Só garanto que me sinto nas nuvens, em pleno estado de nostalgia, como se o mundo tivesse parado e até a natureza, agora, estivesse a brilhar mais do que nunca e houvesse mais estrelas no céu do que o normal. É mesmo difícil contar e conseguir falar depois da paralisia de tanta felicidade; não conseguir mexer os músculos, sentir o coração na boca e a pele arrepiada... Estou no cimo, no auge da alegria, das gargalhadas e do brilho no olhar.
Encantas o meu coração como um frasco de amaciador para a roupa; embalas os meus sonhos como uma música de guarda-jóias de criança ao ouvido, antes de adormecer.
É amor.
È noticia.
É força.
É beleza.
É inteligência.
Ao teu lado tudo é melhor, ao teu lado eu sou melhor.
Não desde sempre, mas para sempre.
Amo (o dia a dia e obrigada por mais este dia tao...sem palavras)-te.
Ontém sabia que te amava, hoje ainda sei que te amo e amanhã tenho a certeza que te vou amar mais. És muito importante, não uma qualquer, não só uma, nem apenas uma "mera"...
Tu és a rapariga que amo! A minha bebé, a minha menina que me preenche, escuta, ajuda, ama, beija, abraça, sente, fala, que é amiga, namorada... És perfeita. O meu sonho real.
Amo cada beijo, cada sorriso, cada abraço, cada tudo!
Tenho a certeza que nunca te quero perder, e nada do que faço é em vão, é único...tudo nosso. Tu és tudo aquilo que sempre quis para mim, tudo aquilo que pensava que não existia. Tu própria não existes, aliás, existes mas, só para eu te amar.
És só minha!
Amo-te demais minha miúda.
Sonho-te JGD «3
Sinceramente paixão
Verdadeiramente único
Sensacionalmente Carinho
Experiencionalmente Puro
Definitivamente Racional
Fisiológicamente muito bom
Felizmente minha
Puramente teu
Especialmente nosso
Perfeitamente AMOR.
Nuno Freitas
Cansei de escrever coisas sentidas mas com muito arredondado muitas merdinhas e coisas lindas e estudadas e pensadas foda-se não quero pensar tudo o que me sai é merda e só merda pura bosta puta que pariu esta merda toda porquê que eu não sou da tua cidade porque não posso estar contigo todos os dias e tem que existir a merda de momentos tão filhos da puta como estes só me apetece foder tudo e fugir daqui ir ter contigo e cagar para o resto beijar-te e agarrar-te e ficar assim contigo para sempre quero que digas que me amas sem pensar duas vezes e que o tempo passe devagar ou então rápido para que eu possa ter a certeza que daqui a meses ou anos ainda estou contigo e que afinal o para sempre era mesmo para sempre quero-me deitar agarrada a ti na tua cama e que no momento seguinte acordemos e possamos tomar o caralho do pequeno almoço juntos e essa merda toda com um caralho de um sorriso nos rostos é assim tão difícil puta que pariu irrita-me esta merda de não poder fazer o que quero e estar irritada como se para os outros fosse completamente ridículo estar assim só porque estou com saudades as saudades doem sim e eu quero que elas morram quero mata-las mas para isso tenho de estar contigo tenho que te abraçar e acabar com esta merda porque só me apetece estar todos os momentos contigo e bater-te agarrar-te acariciar-te ter-te sentir-te abraçar-te beijar-te beliscar-te e apertar-te e meter no meu bolso sempre que passam gajas boas e giras e que te possam querer roubar de mim porque tu és só meu e meu e eu não te divido com mais ninguém nem com os teus amigos sou o caralho sim sou uma cabra duma obsessiva da merda e ciumenta e invejosa sou um anjo sou uma puta um diabo o que me quiserem chamar mas sou apaixonada sou tudo por ele sou um pouco de tudo sou uma mulher com desejo de querer mais e mais e estar incansavelmente à espera que as merdas das horas passem porque até parece que quando estou à espera os dias ainda se tornam maiores eu não percebo sinceramente não percebo esta merda foda-se tem que ser tudo assim contra a minha vontade contra tudo o que anseio e quero é muito facilitar-me a vida um bocadinho que seja porque estou a dar em louca sempre que não posso falar com ele nem sentir o cheiro dele nem respira-lo nem nada dessas merdas que me tocam a puta da merda do coração cheio de sentimentos que só servem para me foder assim só me apetece provar-te saborear-te de todas as formas e maneiras e gritar-te aos ouvidos até te fazer surdo que és meu e o resto que se foda porque eu consegui pelo menos ter-te comigo e não me canso de te ouvir dizer que me amas e isso tudo mas foda-se isso para mim não chega quero-te a tempo inteiro só para mim custa muito foda-se já me doem os dedos de martelar no caralho das teclas mas hoje estou mesmo fodida e acabou mesmo por sair só merda mas que se foda tu entendes eu amo-te caralho e é isso basicamente o que te queria dizer que te amo e que sem ti não sou nada.
Estar contigo é como se não existisse força da gravidade. Basicamente, é como se nem o peso do nosso corpo fizesse qualquer tipo de influência na nossa estadia de pés assentes na terra e nos permitisse voar a todo o momento.
Andar de mãos dadas e sermos totalmente alheios ao que nos rodeia, concentrando-nos um no outro como se fossemos indiferentes, quase cegos, às sombras sem alma e amor na rua, é como conseguir tocar numa estrela, metê-la no bolso e poder contemplar todo o seu esplendor e brilho sempre que quisermos, à distância, apenas, de um braço na estante de recordações e memórias lá de casa.
É bom ser beijada e abraçada, poder olhar-te nos olhos e dizer que te amo; é bom sentir medo e ter vontade de chorar sempre que temo perder-te, é bom querer proteger-te e estar sempre a teu lado; é ainda melhor poder gritar ao mundo que me pertences e que és ainda mais importante do que qualquer obra de arte ou tesouro alguma vez existente no mundo.
Sorrir, dar gargalhadas, brincar como crianças alegres e felizes ao pintar um desenho de uma paisagem cheia de cor, ou baloiçar e andar no escorrega do parque infantil, é como me sinto a teu lado, sempre que posso sentir o teu cheiro e saborear o teu paladar.
O beijo de amora com doce de chocolate, o cheiro de loja dos doces misturado com uma pastelaria reluzente das mais variadas tentações, recheiam-me o coração e são como carinhos para alma e ouvidos ao ouvir uma espécie de música e embalar os deuses, felizes e em êxtase, porque há alguém, ainda, no mundo que, afinal, consegue amar de verdade, sem hipocrisias, sem falsidades, só por se gostarem e se amarem: Nós.
Obrigada pelos momentos e pelas recordações que me assaltam a mente mal fecho os olhos e vou descansar e por poder sentir o teu cheiro entranhado no meu corpo.
É óptimo poder ter uma pessoa como tu ao meu lado, uma pessoa como sempre sonhei, que tenha o mesmo objectivo que eu: amar e ser amado.
Mais uma vez, obrigada.
Amo-te.
Amar! Que conceito tão vago. Espera! Conceito não. Que sentimento tão…complexo; este sim é o melhor adjectivo para caracterizar tão grande Dom.
Infelizmente, nem todos sabem amar, nem todos sabem o que é ser amado. Eu, graças a ti, sei-o e muito bem.
Amar não é só beijar, é também dar um abraço apertado e dizer: “estou aqui”; amar não é cama, é dormir agarrados junto ao Luar; amar não é dizer coisas comuns, é ser-se criativo e profundo, é inventar novas palavras e dar um toque de brilho a cada gesto simples; amar não é só namorar, é ser amigo, é conversar e trocar ideias, sentimentos e segredos; amar não é caminhar sozinhos, é andar de mãos dadas, lado a lado sem se aperceber o quão depressa o tempo passa; amar é contar as horas e minutos para vermos quem nos é especial; amar é passar horas em frente ao espelho, é chegar perto da pessoa que amamos e ela dizer-nos: “Estás linda!”; amar não é um jantar à luz das velas, é dizer "bom dia" e tomar o pequeno-almoço no café do costume; amar não é oferecer presentes, amar é fazermos surpresas, taparmos os olhos da pessoa e perguntarmos: “adivinha quem é?”; amar é passar por sítios onde já se esteve e sentir o cheiro e o perfume, é fechar os olhos e relembrarmo-nos de tudo o que já se viveu; amar é deixar levar, sem regras nem princípios, sem obrigações, sem nada…ou melhor, só com amor.
O tempo…para amar não há tempo, não há altura, nem há momento. Há duas pessoas que se gostam, que querem partilhar com alguém especial as suas vidas, que sentem um bicho papão no estômago e que se acariciam até durante os sonhos.
Sonhar e imaginar, ganhar inspiração para textos de amor e cantar alegremente no chuveiro: tudo obra do amor.
Ai o amor…cheira a liberdade, a frescura com um pequeno toque de lavanda à mistura. É como levar com a brisa fresca na cara, ou rebolar na areia húmida nas noites de Verão, ou termos um cachecol nos dias mais frios de Inverno.
Amar é essencial, é crucial para duas vidas cruzadas sem ser julgadas por se entregar.
Amar é o que sinto. E é bom sentir isto tudo de novo.
Obrigada.
És tudo Nuno Freitas.
Adorar
Desejar
Sentir
Viver
Querer
Admirar
Mimar
Beijar
Abraçar
Venerar
Jag gillar dig
Necessitar
Entusiasmar
Gostar
Precisar
Olhar
Tocar
Viciar
Embebedar
Observar
Escutar
Saborear
Decorar
Saber
Venerar
Sonhar
Imaginar
Conhecer
Tudo sinonimos de amar.
Nuno Freitas. JGD
LY@ melhor namorado do Mundo.
28/09/2007
Era tão estranho,
Te olhar dentro dos olhos,
E ver na minha frente tudo que eu sempre quis
Eu era diferente, dos outros caras de vinte anos
Você era uma chance pra eu ser feliz
Eu era simplesmente
Mais um cara apaixonado
Que no seu coração
Não ia ser ninguém
mas é exatamente,
Quando a gente tá cansado
O coração distrai então a sorte vem
Faz assim,
Te dou meu telefone,
Você me diz seu nome,
E a gente então se vê
Não faz assim,
Não diz que vai ligar e some,
Me deixa ser seu homem
E venha ser...
Uma mulher...
Pra mim!
Diariamente contigo na conversa,
Inversa és aquilo que não me interessa,
Amiga do seu amigo amizade é para a vida,
Navegas em beleza para além de seres uma querida.
Autocrata brilhante mais do que ouro ou diamante,
Nada te pára miúda que eu adoro tanto,
Escreves explicas descreves aquilo que pensas,
Nobre lutas por aquilo em que acreditas
E espero que venças,
Escultora és de carinhos e de ligações intensas.
Em cada segundo de respiração
Solta-se a inspiração por uma musa
Que com calma deixa a minha alma reclusa,
Não usa falsidades hipocrisias
Deslealdades nem meias verdades,
Pronfundidades são atingidas
E amizades nunca serão extinguidas,
Explosão de risos e sorrisos que abrem
Portas a cem sentimentos posistivos,
Vivos e divertidos
Apenas adjectivos
Que se encontram a meio de objectivos
Que se conquistam ao logo do tempo,
De dentro sai a poesia
E senão a escrever rebento.
Quando empreendes surpeendes quem na Lua anda,
Tens sempre cartas que acartas às escondidas na manga,
Com magia ages com ases agitas o meu coração e feliz me fazes,
Asas ganha a minha imaginação,
Imagens vêm-me à cabeça de cinco curtos minutos na estação,
Rapidamente a minha mente voa e em Gondomar à tua beira paira e pára na boa,
Sobe entra nesta viagem vamos onde quiseres escolhe a paragem,
Ou uma rua mas se preferires vamos roubar uma estrela ou saltar na Lua,
Tua espontaniedade actua saltas até ao Sol
E depois assaltas os aneis de Saturno,
Não precisas desses brilhos porque brilhas sozinha e de ti não me saturo,
Gosto de ti princezinha do interior puro.
Sê superior a tudo e todos
Vive com feroz aitude,
Diz o que sentes
Não deixes que o teu coração se torne mudo,
Mesmo que nada mude
Mantém-te no topo da colina,
Por mais que te tentem por em baixo
Fica sempre em cima,
Domina o teu mundo num estado de força profundo,
E no fundo do poço nao estejas,
Imundo é o ambiente
E o tempo de que nós abusa,
Reclusa não sejas
Sê livre agora e sempre minha musa...
“A vida de todos nós, talvez seja, o que queremos que ela se torne, mas acontece que nem tudo na vida é controlável, o que nos leva constantemente a perguntas sem resposta. A conclusão é que não podemos nunca deixar de Viver, porque a Vida é como um livro onde todos escrevem uma história diferente, mas é no último capitulo que todas as peças e emoções desenvolvidas têm a sua real explicação… até lá basta apenas Viver.”
Vou contar-te um segredo...
Vou sentir saudades tuas!
Obrigada pelos abraços, sorrisos,
gargalhadas, beijos trocados.
Foi bom enquanto durou,
bom é pouco
para descrever tudo o que fizeste por mim,
ainda que sem intenção.
Obrigada pela alegria que me devolveste
e pela mulher bonita e valorizada
que me fizeste voltar a ser.
És especial.
" Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida, é responder a uma questão fundamental da filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou doze categorias, vem depois. São apenas jogos; primeiro é necessário responder.
Se pergunto a mim próprio como decidir se determinada interrogoção é mais premente do que qualquer outra, concluo que a resposta depende das acções a que elas incitam, ou obrigam. Nunca vi ninguém morrer pelo argumento ontológico. Galileu, que possuía uma verdade científica importante, dela abjurou com maior das facilidades deste mudo, logo tal verdade pôs a sua vida em perigo. Fez bem, em certo sentido. Essa verdade não vali a fogueira. Qual delas, a Terra e o Sol gira em redor do outro, é-nos profundamente indiferente. A bem dizer, é um assunto fútil. Em contrapartida, vejo que muitas pessoas morrem por considerar que a vida não merece ser vivida. Outros vejo que fazem paradoxalmente matar pelas ideias ou pelas ilusões que lhe dão uma razão de viver (o que se chama a uma razão de viver é, ao mesmo tempo, uma excelente razão para morrer). Julgo, pois, que o sentido da vida é o mais premente dos assuntos - das interrogações. Como responder-lhe? (...)
O suicídio é apenas a confição de que a existência "não vale a pena". Viver, naturalmente, nunca é fácil. Continuamos a fazer os gestos que a existência ordena, por muitas razões, a primeira das quais é o hábito, a ausência de qualquer razão profunda de viver, o carácter insensato dessa agitação quotidiana e a inutilidade do sofrimento."
Camus - O mito de Sísifo
- Um dia estava na casa de banho - confessou Trixie - e abri o armário dos medicamentos e vi as lâminas de barbear do meu pai. Fi-lo sem pensar. Mas soube-me tão bem não pensar em mais nada. Era uma dor que fazia sentido.
- Há maneiras construtivas de lidar com a depressão...
- É preciso ser de louco, não é? - interrompeu Trixie. - Para amar alguém que nos magoou?
- É preciso ser ainda mais louco para pensar que alguém que nos magoou nos ama - respondeu Janice.
Décimo Círculo - Jodi Picoult
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